fbpx

A semana do meio ambiente passou a ser comemorado no ano de 1972, em Estocolmo, na Suécia, por conta da realização da primeira Conferências das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente.

Diversas nações, como o Brasil, estenderam as comemorações e também celebram a Semana do Meio Ambiente.

Contudo, a Semana do Meio Ambiente precisa não apenas ser “comemorada”, mas sim, ser levada em consideração devido ao grande impacto ambiental que nossa vida traz a natureza. O que precisamos entender? Onde podemos melhorar?

Como consultora de inovação de produtos cosméticos, tenho a obrigação de usar esta semana para fazer algo diferente do comum. Não é hora de comemorações.

Nós estamos sofrendo com impactos naturais. A Natureza hoje, nos pede socorro. Nesta semana portanto, vamos fazer uma semana de alertas, ideias inovadoras e bons presságios para um caminho melhor do ser humano em relação a preservação da natureza.

Além de falar sobre produção, inovação e diferenciais, é fundamental que falamos a real verdade por trás da indústria cosmética, assim como, mostrar as formas da qual este segmento vem evoluindo com o tempo.

Estamos em uma época em que a preocupação com a natureza deve ser urgente, em qualquer tipo de indústria.

O senso de urgência se dá, infelizmente, porque os anos de uso indevido de recursos, exploração e poluição geraram impactos que podem ser irreversíveis para o planeta.

Para que possamos entender claramente, preciso ser sincera: aquele shampoo/sabonete que você usa diariamente pode: adquirir matéria prima de fontes duvidosas, gerar desmatamento, aumentar o uso de agrotóxicos, e ainda, utilizar de insumos cancerígenos.

Além disso, eles podem ter sido testados em animais ou até mesmo pecar pelo excesso de embalagens, o que aumenta a nossa produção de lixo. E para coroar a relação da indústria, você e seus produtos, depois que o produto vai pelo ralo, pode poluir rios e lençóis freáticos.

Portanto, frisar a sustentabilidade na indústria cosmética é um dos aspectos que podem ajudar a reduzir esses efeitos e contribuir para a construção de uma sociedade muito mais saudável, preservada e com recursos naturais ativos.

Por conta destes efeitos, a sustentabilidade na indústria cosmética se tornou uma pauta de grande discussão e decisões. Muitas empresas saíram na frente, o que é ótimo a elas e principalmente, ao planeta.

O uso irreversível da água

Primeiramente, precisamos entender que não é nada fácil, para as indústrias, reduzir o uso de recursos naturais no processo de produção. Além disso ser válido de um custo maior, nem toda empresa já está preparada para esta mudança. Mas deveria.

Nas formulações de uma indústria cosmética, a água é usada para reagir com os demais componentes, como emulsionantes, espessantes, emolientes e conservantes e, assim, formar a estrutura do produto.

Um dos principais motivos é porque isso envolve a troca de maquinários e grandes investimentos.

O processo de economia de água em uma indústria é semelhante ao que podemos desenvolver em casa.

Primeiramente, identificamos onde estão os principais pontos de gastos e as oportunidades de investimento. A economia financeira que temos com a redução no consumo justifica novos investimentos e, assim, o processo se torna cíclico. Economia versus investimento.

O Grupo Boticário por exemplo, é uma das empresas brasileiras que vem à frente de diversas tendências relacionadas ao meio ambiente.

A cada ano, a empresa reduz ainda mais a pegada hídrica de suas operações: desde o ano de 2005, o grupo diminuiu em 61% (informações de 2019) o consumo de água no processo industrial da fábrica mais antiga do grupo, instalada no Paraná.

O número em questão é extremamente positivo, porque superou a meta estabelecida que previa que, até 2018, 50% do consumo de água seria reduzido em relação a 2005.

Entre as iniciativas que mais contribuíram para a redução no consumo está o sistema de reuso de água nas fábricas, que pode sim ser feito hoje em qualquer indústria cosmética, seguindo o exemplo do Grupo.

Outra grande ideia para a economia de água, foi sobre o sistema de lavagem dos utensílios usados na fabricação dos produtos, que anteriormente era realizada manualmente, agora é feita com uma lavadora automática. Isso permite economia de água sem deixar que a qualidade da limpeza seja alterada.

Podemos ver também em indústrias asiáticas iniciativas adotadas com redução ou total dispensa do uso da água na formulação de produtos beleza.

Um exemplo são as máscaras faciais e shampoos a seco. Outros produtos, no entanto, são voltados para a redução do uso de água pelo próprio consumidor, incluindo lenços demaquilantes, adesivos antitranspirantes e produtos com enxágue fácil ou sem enxágue, como leites de limpeza.

Apesar de todas estas ideias, ainda é uma incógnita o fato de aplicar isto no cotidiano das pessoas. Os produtos a seco, por exemplo, ainda são considerados itens de uso emergencial, entre as lavagens normais. Ou seja, se não conseguiu lavar o cabelo hoje, só passar um shampoo a seco. Clichê, né?

Você sabe porquê? O fator maior que induzem os consumidores a não aderirem itens a seco, é o fato de que o psicológico encara a espuma, como algo inteiramente relacionado a limpeza.

Ou seja, quando utilizo a espuma, preciso utilizar a água para retirá-la e assim me torno mais “limpo”.

Todavia, os surfactantes aniônicos com alta atividade espumante, acabam exigindo um grande volume de água para enxaguar. Por consequência, são os mais utilizados mundialmente, respondendo por 90% do mercado global de produtos de beleza e cuidados pessoais.

Ou seja, este é sem dúvida outro grande problema que a indústria cosmética enfrenta: a educação do consumidor para o uso sustentável da água.

Apesar disto, podemos crer na tendência geral da indústria cosmética de reduzir a quantidade de água utilizada em todos os processos da cadeia. A limpeza de equipamentos e instalações fabris, por exemplo, como citamos acima do Grupo Boticário.

Empresas como P&G, Natura, Unilever e L’Oréal também já estão implementando programas de gestão deste recurso e fazendo o reuso de suas águas em diversos setores.

Como consumidor, o que posso fazer?

Não só a indústria cosmética, mas nós, consumidores, também podemos começar a atuar no reuso de água ou até mesmo, na sua não utilização em excesso.

Separamos algumas dicas bem simples ao entorno deste assunto para que a prática positiva possa começar de nós mesmos, por um mundo melhor.

Dica #1 – Evite água, mas não degrade o meio ambiente

Existem diversas dicas de beleza que podem ser postas a prova. Ao retirar a maquiagem ou, uma máscara facial, o uso da água é a primeira escolha.

No entanto, pode-se recomendar o uso de lenços umedecidos para remover a maquiagem ou qualquer outro produto da pele.

Mas você já parou para pensar que está economizando água, mas está gerando lixo? Certifique-se em primeiro lugar de que eles serão descartados corretamente no lixo.

Para ser ainda mais ideal, que tal o uso consciente de limpadores faciais? Atualmente uma tendência que chega é o uso de EcoPads. Isso mesmo, são círculos feitos de crochê, que podem ser utilizados mais de uma vez na pele, e que são lavados e secos com a luz do sol.

A água é ainda utilizada, sabemos disso. Mas muito menos do que lavar o rosto diversas vezes ao dia.

Dica #2 – Evite utilizar produtos em pequenos frascos

Um grande exemplo da poluição com plásticos que nem sempre nos damos conta são em produtos como shampoos e condicionadores oferecidos em hotéis. Apesar de pequenos, eles demandam uma grande quantidade de plástico e são descartadas na natureza após o uso.

Optem por utilizar sabonetes orgânicos e shampoos sólidos, por exemplo.

Dica #3 – Observe as marcas que você utiliza

Prefira marcas e empresas que tenham essa consciência socioambiental e outras preocupações com o bem estar do ser humano, como é o exemplo da marca LUSH que não só produz cosméticos orgânicos e naturais, como também defende e sustenta causas, socioambientais e de direitos humanos.

Mudança de hábitos

Viu como podemos também mudar nossos hábitos para fazer com que as indústrias cosméticas enxerguem isso ao longo do tempo?

Nós podemos colaborar para bons hábitos assim como, principalmente, para a conservação do nosso planeta.

A questão dos cosméticos é só uma delas e que pode ser desconhecida por muita gente.

Basta prestar atenção em tudo o que você faz desde o momento que acorda, até a hora de dormir. Quantos produtos utilizou? Qual a qualidade desses produtos? De onde vieram e como foram feitos?

Como consumidores, também temos o dever de preservar, orientar e sermos cada vez melhores e mais exigentes com nossas marcas preferidas. A natureza gradece.

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Abrir conversa
Olá! Posso te ajudar?
Olá! Posso te ajudar?